segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Pedro Aleixo e o carnaval






Nestes tempos em que governadores fazem reformas no Secretariado, mudando tudo para que tudo permaneça tal e qual, vale lembrar marcha de Carnaval, já que estamos próximos da festa de Momo, o que torna adequada a época para troca de secretários e danças de cadeiras, e lembrar-se da marchinha que foi feita sob medida para o futuro vice-presidente da República, que nunca assumiu a presidência, e que deixava o Ministério da Educação do governo Castelo Branco:

Nada fiz! Nada deixo! Assinado Pedro Aleixo!

Muitos ex-secretários têm uma identidade visceral com a marchinha, vamos pensar em adaptá-la!

República Bolivariana um mau exemplo






O Brasil, governado pelo PT, tem em sua diplomacia corroborado a má consciência de governos e regimes que desrespeitam repetidamente os fundamentos do Estado Democrático. Basta lembrarmos do apoio a Muammar Kadaffi, reconhecido criminoso, e Ahmadinejad, o ilegítimo e tresloucado presidente do Irã.
Agora, num arroubo a la Kirchner, Dilma apoiou, inicialmente, a solução inconstitucional de permanecer o presidente ausente da Venezuela Bolivariana no poder, apesar de sequer tomar posse. Amanhã a Venezuela não terá presidente, este nem sequer se encontra em território do país, e seu vice é mero cargo em confiança indicado pelo presidente.
A Constituição da República Bolivariana da Venezuela é um primor do politicamente correto, e não fosse a construção risível quanto à preocupação com o gênero, o que deve ter inspirado a turma de Roussef, ela é um emaranhado de normas insuficientes para fortalecer as instituições do país.
Vejamos um exemplo: Artículo 225. El Poder Ejecutivo se ejerce por el Presidente o Presidenta de la República, el Vicepresidente Ejecutivo o Vicepresidenta Ejecutiva, los Ministros o Ministras y demás funcionarios o funcionarias que determinen esta Constitución y la ley.
Por óbvio a função será exercida por quem eleito e por seus indicados. Sejam homens ou mulheres, mas a constituição está preocupadíssima com o gênero, e não com a norma e suas formalidades. Mas o imbróglio é só um, quem será o presidente a partir de 10 de janeiro de 2013. Diz a Constituição emendada: Articulo 230. El período presidencial es de seis años. El Presidente o Presidenta de la República puede ser reelegido o reelegida.
A emenda que permitiu a reeleição sem limites de 15 de fevereiro de 2009, a emenda número 1, foi feita ao talhe do ditador de plantão Chaves, que sob terror, vence todas as eleições no país sul-americano. Reeleito em 2012, deveria tomar posse dia 10 de janeiro, mas não o fará, porque nem no país se encontra desde o início de dezembro de 2012. Em seu lugar, governa um vicepresidente indicado por ele, absolutamente não legitimado para assumir definitivamente o poder, como bem demonstra a constituição: Artículo 233.
(…) Cuando se produzca la falta absoluta del Presidente electo o Presidenta electa antes de tomar posesión, se procederá a una nueva elección universal, directa y secreta dentro de los treinta días consecutivos siguientes. Mientras se elige y toma posesión el nuevo Presidente o Presidenta, se encargará de la Presidencia de la República el Presidente o Presidenta de la Asamblea Nacional.(...)
Há hoje uma falta absoluta do Presidente eleito, que sequer está em território venezuelano, porque não pode tomar posse na Assembleia Nacional, mas também não pode se apresentar ao Tribunal Supremo de Justiça para tal. Assim, hoje é o último dia de mandato de Hugo Chavez e, por tal, de seu vice indicado. Amanhã, não assumindo, será necessário, que respeitando a constituição bolivariana, que já é uma construção absolutamente saída de uma concepção de Estado criado pelo próprio presidente, que o Presidente da Assembleia Nacional tome posse, enquanto provoca o Tribunal Supremo de Justiça a determinar uma junta médica que determine se há ou não condições do presidente eleito recuperar-se. Se a junta médica chegar à conclusão de que este não poderá recuperar-se, faz-se mister nova eleição em 30 dias. Se ele puder recuperar-se e em não havendo mais vicepresidente, na medida em que não há presidente a partir de amanhã, governará por 90 dias, prorrogáveis por mais 90 dias o presidente da Assembleia Nacional.
Inequivocamente é o que diz a Constituição da República Bolivariana da Venezuela, qualquer outra solução é uma ruptura com o Estado de Direito Democrático, é um desserviço às instituições do país e é acima de tudo, um péssimo mal exemplo para os outros países da América Latina.
Mais uma vez, o Itamaraty tem se mostrado não só aquém de suas funções, como incapaz de fazer valer a liderança necessária de nosso país, como garantidor das instituições democráticas. Com certeza, um grave desserviço ao país e ao nosso povo.



domingo, 27 de janeiro de 2013

País governado por um morto, tem estouro nos índices de homicídios...





Não poderia ser diferente, a Venezuela, oficialmente governada por um morto, que está em outro país, e todo mundo finge que há um vice governando, só poderia ter estouro no índice de homicídios.
Tal é mais um dos grandes feitos da revolução bolivariana. O Monitor de Violência da Venezuela (OVV) anunciou que 19.336 pessoas foram assassinadas em 2011, uma média de 53 por dia em um país de 29 milhões de habitantes. Ainda, segundo o Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crimes, no período de 2009/2010, o índice de assassinatos em Caracas foi de 122,00 por 100 mil habitantes.
Em São Paulo, onde a situação dos homicídios piorou muito temos um índice de 12,00 por 100 mil habitantes. A violência é um dos maiores desafios enfrentados pelo presidente in absentia Hugo Chávez, que reeleito em 2012, não tomou posse, por tal não designou vice, que do nada, continua governando uma Venezuela sem dono. O instituto informou que: "Precisamos informar à nação que 2011 terminará como o ano mais violento da história do país". Fora a turma do PT, alguém tem dúvidas que o nosso vizinho está em palpos de aranha?
Os números demonstram que a taxa de homicídios saltaram para 67 por 100 mil habitantes em 2011, representando uma "epidemia" de violência. No mesmo período no ano passado, a Colômbia terminou o ano com 32 homicídios por 100 mil habitantes e o México com 14 por 100 mil, dois países com problemas sérios com o narcotráfico.
Como qualquer ditadura, o governo venezuelano reconhece o problema da violência e da criminalidade, mas os números divulgados pelos órgãos oficiais do país são bem menores. Até porque, a imprensa tem sofrido violenta repressão para não divulgar os malfeitos do desgoverno chavista.
Diga-se de passagem, no Brasil há um ex-governador que era tiete acrítica do Chavez, e por aqui também, desovou cadáveres em cidades da região metropolitana da capital do Estado, para maquiar as péssimas estatísticas de segurança de seu governo, movido aos princípios de Puebla.
Na Democracia podemos questionar os dirigentes sobre os descalabros, numa ditadura de um morto, talvez apenas recorrendo ao Papa, ou a um pai de Santo! Além da taxa de homicídios, níveis de roubo e sequestros também cresceram nos últimos anos, segundo o grupo, o que esta plenamente de acordo com a prática política bolivariana.
A Venezuela caminha célere para ser também o país com a maior taxa de homicídios, uma pujança alcançada a duras penas pelo povo venezuelano, que continua elegendo democraticamente “CHAVEZ”!

Explicação antológica sobre o apego ao Poder





Quando vemos Renan Calheiros, aquele senador que apoiou acriticamente Collor quando presidente, que depois oportunisticamente, voltou-se contra o então presidente pelo PRN, e depois se tornou presidente do Senado da República e do Congresso Nacional, para fazer com que todos nós brasileiros, pagássemos a pensão de seu filho havido fora do casamento. Quando vemos um Senado desmoralizado e que tem apreço por desmoralizar-se reelegendo para a presidência da casa, alguém que renunciou ao seu mandato de forma vergonhosa para não ser cassado, e agora, com todo o óleo de peroba possível e imaginável, volta nas asas do PMDB para candidatar-se novamente à presidência de um órgão ao qual renunciou, por apropriação privada do bem público. Quando vemos um ex-presidente deitando e rolando nas reuniões do prefeito que elegeu com o apoio da patuleia acrítica. Quando vemos uma presidente desorientada ir a São Paulo pedir a benção ao padrinho, vale a pena ver a explicação antológica, que Luiz Inácio Lula da Silva deu a Ronaldo Costa Couto, em seu livro História Indiscreta da Ditadura e da Abertura – Brasil: 1964-1985, na página 141 da 2ª. Edição de 2010 da Editora Record. Assim se expressa Lula da Silva:

“E depois tem outra coisa: o medo de largar o poder. As pessoas gostam do poder. O poder é uma coisa muito filho da puta. As pessoas dizem que estão cansadas, que estão velhas,  que trabalham muito, mas ninguém larga o poder. E eu acho que os militares gostaram do poder. Se é verdade que e eles fizeram o voto para evitar que o comunismo prevalecesse no Brasil, eles poderiam ter largado aquilo. Ter saído quatro anos depois sem nenhum problema. Eles gostaram do poder e não largaram mais.”

Então não precisamos mais nenhuma explicação sobre a biografia de Lula da Silva. Ele é a alma gêmea de Renan Calheiros, José Sarney, e toda a escória que explora a nossa mal nascida república.
Filha teratogênica de um golpe militar e da má consciência da estupidez positivista que até nossos dias assombram a política brasileira, a República no Brasil é isto aí mesmo, muito nepotismo, muita cara de pau, muito apego ao poder, e nenhuma vergonha em estar na mídia dizendo que se sente traído, que náo sabia de nada, e o seu partido apoiando Renan Calheiros para a presidência do Senado da República.
Mas afinal, apenas isso é o que impede Lula da Silva de vir um dia a ser julgado por seus malfeitos não é?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O Sequestro da Vereadora



Depois de passarmos por uma eleição privilegiada em Ponta Grossa, uma das poucas cidades paranaenses onde as opções do segundo turno eram muito boas, com o enfrentamento de adversários políticos, e não inimigos, nas pessoas de Péricles de Mello e Marcelo Rangel, fomos surpreendidos com o sequestro da vereadora.
A imprensa tem feito questão de acentuar que Ana Maria Branco de Holleben é do PT e é prima de Péricles. Ora, todos nós temos um parente que realmente nos envergonha. Todos nós conhecemos de forma direta ou indireta alguém que, com parte de nosso sobrenome, são como assombrações que comprometem nossa vida social.
Ana Maria cometeu, ao que parece e pelas informações que temos, o crime tipificado no Código Penal, no seu artigo 340, que diz: Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado: Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
O que surpreende é que uma agente política, eleita com a confiança do eleitorado tenha encenado tão patética farsa teatral, para atingir um resultado político tão pequeno.
Se a apuração dos fatos realmente indicar que a vereadora forjou o próprio sequestro, com certeza não permanecerá presa e a prisão em flagrante, ora determinada pela autoridade policial, nada mais é que busca de projeção midiática.
Na realidade, Ana Maria merece receber uma multa bastante generosa e só. Porque a pantomima mal encenada e nada ensaiada pela vereadora, envergonha seus eleitores, mas está longe de representar qualquer ameaça para a sociedade. Por quê? Porque alguém que simula seu próprio sequestro de maneira tão ineficiente e desastrada, e que se expõe, e expõe a dignidade de um político que merece todo o respeito, mesmo sendo de oposição, o que é o caso de Péricles, tem de reparar o dano causado, tirando do bolso uma polpuda quantia como diploma de, e me desculpem os puristas e defensores dos animais, quem praticou uma imensa burrice.
Infelizmente o PT de Ponta Grossa ao arrepio da orientação e da dignidade de seu dirigente local, comportou-se na eleição para a Câmara Municipal, como se comportava na época em que era oposição ao governo Federal. Não podemos esquecer que, depois de ter participado de todos os trabalhos na Constituinte de 1988, os deputados do PT fizeram o mesmo que Ana Maria fez. Se ausentaram do plenário durante a promulgação da Carta e não assinaram o texto constitucional.
Não, Ana Maria não é a prima tresloucada de Péricles, porque quem conhece Péricles sabe que hoje, sua dor moral, sua vergonha pelo episódio que mancha o partido, se isto se confirmar, deve ser indizível. Porque apenas aos homens de bem, a ignomínia produz vergonha e dor.
E este sequestro da vereadora é ignominioso e burro.
Ana Maria é responsável plenamente por seus atos, e não deve ser associada a mais ninguém. Quanto a ser presa em flagrante, tal não é absolutamente sustentável, não fosse risível. Ana Maria é muito perigosa sim, mas apenas e exclusivamente para uma pessoa: para si mesma. Se continuar a praticar atos criminosos contra si mesma, será um exemplo acabado de Macunaíma, na República das Bananas.
Condenada, eu só quero saber o tamanho da multa, que deve estar em relação direta com o tamanho da peça picaresca encenada.