sexta-feira, 25 de maio de 2018

E agora José?








Na noite de ontem assistimos à patética coletiva de imprensa dos ministros de Michel Temer para anunciar o acordo entre o (des)Governo Federal e os líderes do "locaute" das transportadoras que se juntou à greve de motoristas autônomos.

Eliseu Padilha reuniu a coletiva e começou a falar sobre vitória. Quando há vitoriosos, sempre há perdedores. Não há vitória sem que haja derrotado. Derrotados foram o povo brasileiro e o Estado. Um governo fraco e que perdeu toda a sua legitimidade.

Pergunta que não quer calar: Alguém aí sabe para que serve a ABIN?

Agora, quem é o responsável por toda esta anarquia que vivemos, pelo descalabro econômico e político?

A revolta dos motoristas autônomos foi contra a política de reajuste diário dos combustíveis praticados pela Petrobrás desde que Pedro Parente assumiu a presidência da empresa. Sabidamente honesto, Parente passou a praticar nas refinarias o preço internacional dos derivados do petróleo e utiliza uma política de preços que é usada nos Estados Unidos. Ora, quem não recuperaria uma empresa falida aplicando aumentos diários e transferindo toda a variação de câmbio e preço de seu produto, em monopólio, para o consumidor?

A razão pela qual chegamos a esta situação pode ser mapeada e não deve ser esquecida.



1.      O discurso de que a Petrobrás é nossa é um engodo para manter o brasileiro preso numa credulidade espúria. Tanto não é, que fez acordo bilionário para ressarcir o bolso de acionistas estrangeiros nos Estados Unidos;

2.     Como a Petrobrás foi assaltada e falida durante os 13 anos de gestão petista agora, os brasileiros, temos de pagar pelo rombo, pagar a dívida da estatal com uma política de preços extorsivos;

3.     Que durante o governo de Lula da Silva os planos mirabolantes de construir refinarias no Maranhão e no Pernambuco e a compra de refinarias em Pasadena e no Japão, foram das maiores irresponsabilidades já praticadas com patrimônio público no Brasil!



Aspecto relevante ainda, o colapso do Estado brasileiro tem por origem do desgoverno o ex-presidente preso em Curitiba. Primeiro indicou um poste para governar o país, que nunca reuniu condição para administrar a coisa pública. Por duas vezes escolheu como vice o presidente mais impopular de nossa história e que agora se mostra incapaz de retirar o país do atoleiro.

Na noite de ontem (24) a coletiva que deu por acabado o movimento dos caminhoneiros foi um primor de incompetência e de surrealismo. O país ficou de joelhos, havia uma sequência de concessões que não eram para os motoristas autônomos mas para a indústria do transporte.

O governo mostrou-se fraco, tíbio, incapaz de resolver o problema e se comprometendo com a recriação de subsídios para o óleo diesel. Tal política, conhecida pelos grandes males que produz, e vivida na época dos estertores do regime civil-militar, quando a inflação chegou a 4 dígitos, não deu certo há 40 anos e com certeza não dará agora.

A Petrobrás resolveu pôr do bolso R$ 353 milhões nos primeiros 15 dias. Quem pagará a conta quando acionistas americanos forem ao judiciário para questionar a benesse? Com certeza o contribuinte brasileiro!

Não sabe o governo quanto prometeu, quanto vai custar, nem como vai pagar! Enfim, quando é que as velhinhas de Taubaté irão se convencer que Lula da Silva e seu exército de incompetentes e mal-intencionados são os criadores do caos que vivemos?

A greve continua! O país continua de joelhos! E agora José?

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